O jogo começa: 5 minutos após, a torcida São Paulina vai ao delírio! Fogos e rojões explodem no céu. Viam-se, em total contrariedade, torcedores santistas murchando.
Era o primeiro jogo ao qual Lucas, santista roxo, ia só. Seus amigos estavam viajando. Seu pai (e, por sinal, companheiro de torcidas), em viagem de negócios.
Ao término do primeiro-tempo, o time de Lucas perdia de 2 a 0.
Durante o intervalo, sentou-se em seu lugar (pois ficara em pé durante todo o jogo), e surpreendeu-se ao perceber que só lhe restava um gole do "refri" gelado. Ficou chupando com o canudinho e fazendo barulho, indignado com o resultado.
Quando resolveu se levantar para comprar mais, uma garotinha miúda de cabelo castanho nos ombros sentou-se ao seu lado esticando-lhe a mão que segurava um copo quase cheio de "coca" com gelo.
- Você ia comprar mais? Não precisa não, 'tá? Fica com meu copo. Eu não aguento tudo. Pode pegar. - disse ela com um sorriso sapeca.
Lucas, que sempre gostou de quando "cuidava brincando" de seus primos menores, ficou mais relaxado da tensão do jogo quando percebeu que talvez teria uma nova amiga.
- Ei, obrigado! Estou morrendo de sede! Toma isto para você - disse ele, entregando-lhe alguns cookies caseiros que tinha trazido na mochila.
- Uau! Obrigada! Adoro cookies, balas, chocolates, tudo! Qual o seu nome?
- Lucas. - e estendeu-lhe a mão para cumprimentá-la. - E o seu, senhorita?
- Eu sou canhota. - disse, pegando a outra mão do rapaz e cumprimentando-o. - E meu nome é Jullia. Tenho 7 anos e amo tartarugas! Tenho três: Sally, Téri e Todd. Mas Todd anda muito doente.
- É mesmo? E o que ele tem? - respondeu o outro, com um interesse sincero.
- Anda meio murchinho. Está enrugado, e quase não brinca. Só come.
- Hum... tente mudar o aquário de lugar, e comece a dar algumas frutas em pedacinhos para ela. Meu primo salvou assim a tartaruga que tinha.
- Espero que dê certo com Todd! É o mais novinho.
E conversaram durante todo o intervalo. E continuaram conversando mesmo depois do início do 2º tempo.
O pai de Jullia participou do diálogo durante um tempo, e realmente gostou de Lucas.
Lucas e Jullia conversaram sobre todas as coisas: gibis, cabelo, comida, cores, chapéus, nuvens, canetas, flores... até cantaram "Palavra Cantada".
Decidiram que se encontrariam em todos os jogos do Santos (se não fosse contra o São Paulo) para conversarem, comerem, cantarem.
Lucas se surpreendia com a pureza e a mente de sua amiga Jullia. Aprendeu tanto com ela!
Todos deveríamos reviver os pensamentos de criança com uma criança. Nunca subestimar sua capacidade! Uma história pode ocorrer mesmo em meio a gritarias, suor e tensão quando duas ou mais pessoas estão dispostas a começar uma nova experiência.
*Não me pergunte de onde a Jullia tirou os nomes das tartarugas...
Escrito em 2010, 1º ano do EM
Era o primeiro jogo ao qual Lucas, santista roxo, ia só. Seus amigos estavam viajando. Seu pai (e, por sinal, companheiro de torcidas), em viagem de negócios.
Ao término do primeiro-tempo, o time de Lucas perdia de 2 a 0.
Durante o intervalo, sentou-se em seu lugar (pois ficara em pé durante todo o jogo), e surpreendeu-se ao perceber que só lhe restava um gole do "refri" gelado. Ficou chupando com o canudinho e fazendo barulho, indignado com o resultado.
Quando resolveu se levantar para comprar mais, uma garotinha miúda de cabelo castanho nos ombros sentou-se ao seu lado esticando-lhe a mão que segurava um copo quase cheio de "coca" com gelo.
- Você ia comprar mais? Não precisa não, 'tá? Fica com meu copo. Eu não aguento tudo. Pode pegar. - disse ela com um sorriso sapeca.
Lucas, que sempre gostou de quando "cuidava brincando" de seus primos menores, ficou mais relaxado da tensão do jogo quando percebeu que talvez teria uma nova amiga.
- Ei, obrigado! Estou morrendo de sede! Toma isto para você - disse ele, entregando-lhe alguns cookies caseiros que tinha trazido na mochila.
- Uau! Obrigada! Adoro cookies, balas, chocolates, tudo! Qual o seu nome?
- Lucas. - e estendeu-lhe a mão para cumprimentá-la. - E o seu, senhorita?
- Eu sou canhota. - disse, pegando a outra mão do rapaz e cumprimentando-o. - E meu nome é Jullia. Tenho 7 anos e amo tartarugas! Tenho três: Sally, Téri e Todd. Mas Todd anda muito doente.
- É mesmo? E o que ele tem? - respondeu o outro, com um interesse sincero.
- Anda meio murchinho. Está enrugado, e quase não brinca. Só come.
- Hum... tente mudar o aquário de lugar, e comece a dar algumas frutas em pedacinhos para ela. Meu primo salvou assim a tartaruga que tinha.
- Espero que dê certo com Todd! É o mais novinho.
E conversaram durante todo o intervalo. E continuaram conversando mesmo depois do início do 2º tempo.
O pai de Jullia participou do diálogo durante um tempo, e realmente gostou de Lucas.
Lucas e Jullia conversaram sobre todas as coisas: gibis, cabelo, comida, cores, chapéus, nuvens, canetas, flores... até cantaram "Palavra Cantada".
Decidiram que se encontrariam em todos os jogos do Santos (se não fosse contra o São Paulo) para conversarem, comerem, cantarem.
Lucas se surpreendia com a pureza e a mente de sua amiga Jullia. Aprendeu tanto com ela!
Todos deveríamos reviver os pensamentos de criança com uma criança. Nunca subestimar sua capacidade! Uma história pode ocorrer mesmo em meio a gritarias, suor e tensão quando duas ou mais pessoas estão dispostas a começar uma nova experiência.
*Não me pergunte de onde a Jullia tirou os nomes das tartarugas...
Escrito em 2010, 1º ano do EM
onww amigaa *-* rsrs "Uma história pode ocorrer mesmo em meio a gritarias, suor e tensão quando duas ou mais pessoas estão dispostas a começar uma nova experiência.
ResponderExcluir" ameei rsrs' 1º coments meu aqui no blog .. parabéns ;D srsrs
loved it! #youcouldbeajournalist
ResponderExcluirby #AG
Obrigada mesmo, meninas! =) ^^ E valeu pelo apoio tbm!! =) ^^
ResponderExcluirMuito legal o seu conto. Já estava duvidando da idade de Jullia quando li o último paragrafo e parei de duvidar. Muito obrigado. Abraço e continue firme postando enquanto for possível. hehehe.
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